CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 798
O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial do contrato, ou da sua recondução depois de suspenso, observado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo, é nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por suicídio do segurado.


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Resumo Jurídico

Ação Cautelar no Código Civil: Garantindo a Segurança do Processo

O artigo 798 do Código Civil brasileiro, embora inserido em um contexto de normas gerais, estabelece um princípio fundamental para a administração da justiça: a possibilidade de se requerer medidas que assegurem a eficácia do processo principal. Em termos simples, trata-se de um instrumento para evitar que a demora natural da tramitação de um processo cause um dano irreparável ou de difícil reparação para uma das partes.

O Que É a Ação Cautelar?

A ação cautelar não tem o objetivo de resolver o mérito da questão principal, ou seja, não decide quem tem razão. Sua finalidade é garantir que, ao final do processo, a decisão que for tomada possa ser efetivamente cumprida. Imagine, por exemplo, que alguém está processando outra pessoa para receber uma dívida, mas teme que o devedor esteja dilapidando seus bens para não pagar. A ação cautelar, nesse caso, poderia servir para bloquear ou resguardar esses bens enquanto o processo principal tramita.

Requisitos Fundamentais

Para que uma medida cautelar seja concedida, a lei exige a presença de dois elementos essenciais:

  1. Fumus boni iuris (fumaça do bom direito): Significa que deve haver uma aparência de que o direito alegado é real. Não é preciso provar de forma definitiva que a pessoa tem razão, mas sim apresentar indícios suficientes que convençam o juiz de que a pretensão tem fundamento. É como ter uma "fumaça" indicando a existência de um "fogo" (o direito).

  2. Periculum in mora (perigo na demora): Refere-se ao risco de que, se a medida não for tomada imediatamente, o direito poderá ser perdido ou sofrer um dano grave e de difícil reparação. É o receio de que a espera pela decisão final cause um prejuízo irreparável.

Exemplos Práticos

A aplicação do artigo 798 do Código Civil é vasta e pode se manifestar em diversas situações, como:

  • Bloqueio de bens: Para evitar que um devedor se desfaça de seus bens antes de pagar uma dívida.
  • Arresto de bens: Uma medida semelhante ao bloqueio, mas mais específica para bens móveis ou imóveis.
  • Busca e apreensão: Para recuperar um objeto ou documento que esteja em posse indevida de outra pessoa.
  • Produção antecipada de provas: Quando há risco de que uma prova se perca ou se deteriore com o tempo (como uma perícia em um local que pode ser alterado).
  • Proibição de realizar determinados atos: Por exemplo, impedir que uma empresa continue a praticar um ato que cause poluição.

A Importância da Medida Cautelar

Em suma, o artigo 798 do Código Civil é um pilar da segurança jurídica no ordenamento brasileiro. Ele permite que o Poder Judiciário atue de forma preventiva, garantindo que a justiça seja efetiva e que as decisões judiciais não se tornem vazias de conteúdo em razão da dilatação temporal dos processos. Ao assegurar a preservação de situações fáticas ou de direitos, a ação cautelar contribui para a confiança no sistema de justiça e para a pacificação social.